PENSE

ALEGRIA DA SALVAÇÃO E ALEGRIA NO ESPÍRITO SANTO

(Sl.51.8; Rm.15.13)
Pentecostais acreditam e ensinam que a salvação é uma experiência menos impactante do que a experiência de ser batizado no/com Espírito Santo. Isso por que para a tradição pentecostal, são sempre experiências distintas.
Mas será que ter uma experiência com o Espírito Santo poder ser mais impactante e transformador que ser salvo por Deus?
Não deveríamos colocar o Espírito de Deus e a pessoa de Deus em combate aqui. Ora. O Papel do Espírito é glorificar o Filho na obra da salvação realizado pelo Pai. A partir disso deveria ficar claro para nós que qualquer ação do Espírito Santo terá como alvo, tornar real e vívido a obra da salvação para a alegria dos homens e a glória de Deus.
Há milhares de crentes salvos que não receberam em sua alma a inundação de alegria pela salvação. Por que eu não sei. Mas estou convencido de que um dos papéis mais importantes dos pastores na igreja é ajudar os fiés a experimentar esta alegria pela revelação da palavra. Pois Deus recebe glória em nos salvar exatamente quando nos alegramos Nele pela salvação.
É como a alegria sorridente de um filho que recebe um presente que tanto deseja e valoriza.
O sacrifício de um pai em comprar um presente caro para o filho que ama, não será honrado se o filho não se alegra ao receber o presente. Parece que todo sacrifício perde o valor e o presente também.
O presente que Deus nos deu é de valor incalculável. Mas não enxergamos isso. Senão pela revelação do evangelho nas Escrituras Sagradas.
Assim qualquer experiência com o Espírito Santo que tenhamos, deve trazer mais viva alegria pelo dom da salvação em Deus. Se isso não for assim, eu não quero. É falso ou no mínimo ingênuo. Não estou enxergando o que Deus realmente está apontando.
O Espírito Santo é aquele que aplica a salvação realizada pelo Pai e conquistada pelo Filho. Por isso avivamento deve ser antes de tudo uma alegria pela salvação de Deus transbordando alegremente em atitudes carregadas de afetos calorosos e honrosos a Deus.

A GLÓRIA DE SOFRER COM ALEGRIA

(Parte 1)


Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. (Mt.5.11)

Há uma abismal diferença entre sofrer com tristeza e sofrer com alegria por Cristo. Sua vida seria menos sofrida se você seguisse a Jesus ? Provavelmente. Mas quem sofre por seguir Jesus, precisa encontrar alegria Nele no sofrimento. Pois sofrer por Jesus com alegria, mostra seu valor supremo.
A tristeza é a prova da natural insatisfação. E a alegria o seu oposto. Quem sofre por Jesus com tristeza, mostra-se insatisfeito, incompleto. O que realmente queria no momento é, não ter a Cristo, mas aquilo que seu sofrimento está roubando.  Porém, quem sofre por Jesus com alegria, honra supremamente a Jesus, pois mostra-se maravilhosamente satisfeito Nele. Está completo, saciado.
Aquilo que Jesus é para sua alma é que vai determinar isso. Se Ele não é melhor que as coisas deste mundo, seu sofrimento por Jesus será triste. Você está dizendo: Jesus. Eu te sigo e sofro por isso. Mas o que eu queria mesmo é ter isso que o sofrimento está me roubando. Se porém Jesus é muito maior que as coisas deste mundo, seu sofrimento por Ele é alegre. Você está dizendo: Jesus. Eu te sigo. E sofro por isso. Mas faço isso com satisfação. Por que o que eu quero e preciso, já tenho. E é melhor do que qualquer coisa que o sofrimento tenta roubar. És Tu. 



QUANDO COISAS BOAS SE TORNAM RUINS

Mt.10.37 “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim;
Preste atenção no que Jesus está dizendo aqui. Ele fala isso quando vê uma multidão o seguindo. Mas percebia que não havia raízes naquelas pessoas. E queria que eles se certificassem disso, pois Ele mesmo já conhecia os corações.
Cristo é honesto e não quer que ninguém se iluda consigo mesmo e com o que significa segui-lo.
Por isso repito: PRESTE ATENÇÃO NO QUE JESUS ESTÁ DIZENDO AQUI.
Quem não me valoriza supremamente, não merece me ter.
Ele está dizendo pra mim e pra você. Quem não vê valor em mim, não pode me ter. Não é digno de me ter. Só serei dado a quem me valorizar mais que tudo, pois é isso que sou. Mais valioso que tudo.
COMO VALORIZAMOS JESUS?
Pelos menos de duas formas:
a)      Quando tê-lo é mais desejável que tudo
b)     Quando não tê-lo é mais desesperador que tudo.
Quando Cristo é mais valorizado por minha alma como bem supremo, Ele de fato supre todas as necessidades das coisas que perco ou que não tenho mas desejo.
É exatamente assim que Cristo se torna realmente remédio para tudo em minha alma. Minhas necessidades, ansiedades, preocupações, medo, tristezas são vencidas por que Cristo realmente á mais valioso que tudo e por isso supre todos os meus anseios.
O meu comportamento diante das coisas boas, quando as desejo muito e não as tenho, ou quando as perco, revela muito o valor que Cristo realmente tem em meu coração.
Desta forma coisas boas se tornam coisas ruins quando tem pra minha alma mais valor que Cristo. Quando me traz mais alegria, segurança, significância, paz que Cristo promete.
Se tenho Cristo e não tenho paz, alegria, suficiência, significância, e se quero as coisas para ter paz, alegria, suficiência e significância, ora, quem é mais valioso pra minha alma?
Aquilo que gera mais impacto na minha alma e que exerce maior influencia sobre ela é aquilo que ela vê com maior valor pra ela.
Isso é assustador. Pois Cristo aqui não fala de coisas ruins, mas de coisas boas. Meus pais, irmãos, meus filhos. Meu Deus!!! Quem poderá escapar destas coisas?
Jesus não está desprezando o valor que nossa família tem pra nós. Ele não é insensato de subtrair valor daquilo que é valioso. E é exatamente por isso Ele não quer que desprezemos o valor que ele tem – que é supremo e infinito.
Mas minha palavra aqui embora o título sugira esta direção não é enfatizar o aspecto negativo e sim positivo de valorizar a Cristo.
O objetivo é levá-lo a refletir o quanto Cristo é precioso (Ele não colocaria toda a minha família na minha balança de valores se não fosse) e te chamar a se unir a mim em arrependimento, contrição e confissão por ver tão pouco valor naquele que é a soma de todas as belezas.
Mas também em sentir a brisa da esperança alegre entretanto, que nasce no  coração em pensar na possibilidade de ter este que é tão valioso. E isso gratuitamente. Ele não pede de nós ouro ou prata, mas reconhecimento da verdade e encantamento com ela.  

“Não merecemos ter aquilo que não damos valor.”

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