PENSE

A PRESENÇA DE DEUS GERA EVANGELISMO




Sl 73.28 “Mas, para mim, bom é estar perto de Deus; fiz do Soberano SENHOR o meu refúgio; proclamarei todos os teus feitos.”



Há uma tendência de dividirmos nossa intimidade com Deus com o nosso serviço pra Ele. Colocamos-nos a escolher entre buscarmos a presença de Deus e testemunhar Dele as outras pessoas. Frequentemente os ministros precisam exortar a igreja a não somente desejar de verdade a presença de Deus, mas também levar desta glória aos próximos. Neste salmo porém, o salmista não divide estas coisas. Antes ele coloca a segunda como consequência da primeira. E é assim que deve ser.
Acredito que estamos privando a nós mesmos de beber muito mais das fontes de Deus quando acreditamos que é necessário apenas buscar sua presença deixando de testemunhá-lo ao próximo. Acredito que aquela fonte que Deus abriu quando nos achegamos a Ele jorra mais forte quando o proclamamos aos outros. De forma que por mais que experimentemos das delícias de Deus, não provamos de todo o seu banquete sendo negligentes e egoístas nesta questão.
Mas o que mais me espanta neste texto é que parece que o salmista não vê duas coisas e sim apenas uma. É uma continuidade consequente e não uma dualidade indecisa. Isso deveria ser óbvio para nós. Mas não é. Ora. E por que não é? Por que precisamos ainda nos convencer de proclamar Deus depois de estarmos tão perto Dele e fazermos dele nosso refúgio?  Porque precisamos nos lembrar ser necessário apresentar sua glória a outros se esta glória de fato foi vista e experimentada por nós?
Não meus amigos. Não provamos nem a entrada no jantar de Deus. Apenas sentimos o cheiro do banquete, e nos damos por satisfeitos. Nossa alma não foi tocada tão profundamente quando pode ser. Pois quando isso acontecer, ninguém precisará nos lembrar: Agora fale da glória de Deus para os outros para que possam vir aqui também se saciar. Precisarão sim nos segurar. 
Jesus várias vezes disse aqueles que tiveram uma experiência com sua glória não comunicasse a ninguém (Mt.8.4; 9.30; 12.16; Mc.5.43; etc...). Ele fazia isso por que não queria chamar atenção antes do tempo (tanto dos benfeitores quanto dos opositores), pois isso poderia atrapalhar o cronograma da sua missão. Porem até mesmo Jesus estava pedindo algo difícil demais para estas pessoas. E muitos não conseguiam se conter. Mc 7.36 Jesus ordenou-lhes que não o contassem a ninguém. Contudo, quanto mais ele os proibia, mais eles falavam.  É isso que acontece quando alguém é realmente tocado com a glória de Deus na alma. Alguém tem que segurá-lo não empurrá-lo.
Hoje porém devemos chamar toda a atenção para Jesus.  Se realmente estamos sendo tocados com a glória de Deus, isso não seria pensado, mas instantâneo. Isso então me leva a uma conclusão: NÃO ESTAMOS PROVANDO REALMENTE DA GLÓRIA DE DEUS TANTO QUANTO ELE QUER NOS DÁ. Estamos enganados conosco mesmo meus amigos.
Por isso quero pedir a Deus agora que ele me dê muito mais da sua glória. De forma ao meu coração não se conter e transbordar. De forma a não conter meus pés, minhas mãos e meus lábios. Que Deus me dê o banquete da sua presença de forma que eu saia proclamando sua glória a todos que me cercam.

Amado Deus. Fonte inesgotável de glória. Obrigado por abrir meus olhos para a sua verdade. Confesso meu pecado de me satisfazer com tão pouco de ti. Teu Espírito me mostrou que mal sentei a mesa e já me dei por satisfeito. Mas isso é um engano, enquanto sua glória não se irradiar de minha vida aos que me cercam. Peço que me dê fome enlouquecida por ti. Não tenho medo de me alucinar por tua glória. Meu coração já sente agora mesmo alegria por ver a sombra da tua face. Eu quero ver toda sua formosura e me encantar. Eu quero me encantar e proclamar. De a mim por teu amor esta comida. Não só a mim, mas a todos que forem ministrados com esta palavra. Pelos méritos de Cristo o meu noivo eu confiante e humildemente oro. Amém!

Maricá - 29/04/2011
FAZENDO MEU DINHEIRO RENDER (Mt.25.14-46)
 Por Marcio Gonçalves
Será que Jesus se importa com nosso dinheiro? Será que isso faz parte dos seus pensamentos? Alguns comentaristas dizem que Jesus falou mais de dinheiro do que de fé. Mas a questão é: Qual é a perspectiva que Cristo tinha e tem sobre o dinheiro? O qual perspectiva Ele espera que tenhamos? Vejamos em suas palavras nesta parábola:

Segundo Cristo Jesus...
I.      O DINHEIRO É ALGO QUE CUIDAMOS, MAS QUE PERTENCE A DEUS  (v.14)
“Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.”
II.      DEUS CONFIA A QUANTIA DE DINHEIRO A NÓS SEGUNDO A CAPACIDADE QUE TEMOS DE CUIDAR. (v.15)
“ A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.”
III.      O DINHEIRO É ALGO QUE DEUS NOS CONFIA PARA QUE O MULTIPLIQUEMOS. (v.16-18)
v.16  “O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.”
1.        O que recebeu 5 investiu e multiplicou mais 5
v.17  “Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.”
2.        O que recebeu 2 investiu e multiplicou mais 2
v.18  “Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.”
3.        Mas o que recebeu 1 não investiu. Seu dinheiro não multiplicou
·          O que este homem diz que fez com o dinheiro? Escondeu na terra (v.25).
·          O que significa esconder na terra? Seu investimento foi apenas nas coisas terrenas.
IV.      O DINHEIRO É ALGO QUE DEUS NOS CONFIA DO QUAL DEVEREMOS PRESTAR CONTA.(v.19)
v.19  “Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.”
V.      O DINHEIRO É ALGO QUE RESULTARÁ PARA QUEM ADMINISTRA, PREJUÍZO OU RECOMPENSA (v.20-30)
v.20  “Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. 21  Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.”
v.22  “E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei. 23  Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.”
v.24  “Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, 25  receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.  26  Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? 27  Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. 28  Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. 29  Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30  E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.”
1.        O que Deus nos confia é infinitamente pouco comparado recompensa que receberemos Dele
v.21 “ Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.”
A QUESTÃO MAIS IMPORTANTE: O QUE É PARA JESUS, FAZER O DINHEIRO RENDER?
1)        Tudo que o dinheiro pode comprar acaba. Roupas, comida, casas, carros, qualquer bem.
2)        Mas existe aquilo que resultará do uso do dinheiro e que durará para sempre. São as vidas salvas e restauradas.
3)        Esta parábola está falando disso.
·          Aquele que foi dado 5 e aquele que foi dado 2, fizeram com que o dinheiro confiado a eles se multiplicasse.
·          Mas é claro que o resultado desta multiplicação não é mais dinheiro.
·          Cristo não exigirá que ninguém que seja economista.
·          O que Cristo pedirá conta é: O que o nosso dinheiro tem de fato produzido?
Ø  Para que ele tem servido. No que têm resultado. Em que tem sido investido.
Ø  Se meu dinheiro não tem sido investido para salvação e restauração de vidas, ele não está se multiplicando.
Ø  Estou como o homem desta historia que recebeu apenas 1 e não o multiplicou?.
Veja como Cristo faz a aplicação desta história. (V.31-46)
v.31 “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; 32  e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; 33  e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; 34  então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.
v. 35  Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; 36  estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. 37  Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? 38  E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? 39  E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?
v. 40  “O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41  Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. 42  Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43  sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. 44  E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? 45  Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. 46  E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.
É claro que Cristo não está se limitando aqui ao trabalho social.
1.        Pois existe uma fome maior que a de comida.
2.        Uma sede maior do que a de bebida.
3.        Uma prisão mais terrível que uma cadeia.
4.        Uma doença maior que uma ferida.
É está sem a comida espiritual. Sem a água da vida. Aprisionado pelo diabo. É está doente pelo pecado.
Ø  O que Jesus fala aqui neste texto nos faz uma pergunta muito clara:
VOCÊ TEM USADO O SEU DINHEIRO PARA ALCANÇAR ESTAS VIDAS? PARA A GLÓRIA DE DEUS?
  1. Isso significa multiplicar; fazer render.
  2. Ou você tem feito como o servo infiel desta história, enterrando o dinheiro que Deus te confiou nas coisas aqui da terra?
  3. Você pode dizer: Mais meu dinheiro é muito pouco! Mas Jesus diz: Se feres fiel no pouco, o colocarei sobre o muito.
  4. Você continuará cuidando de forma espiritualmente má e infiel o seu dinheiro, ou vai agora começar a investi-lo para o Reino de Deus?    

Jesus investiu tudo que tinha por nós. Ele investiu seu trono, sua glória, sua vida. Ao olhar para os pobres miseráveis, precisamos lembrar que é exatamente esta cara que temos diante de Deus. Como dignos de pena. Cristo empobreceu para que pudéssemos enriquecer (2Co. 8.9). Ele abriu mão da sua herança para que nós pudéssemos fazer parte dela. Ele não cobrou nossas dívidas, antes pagou por elas com seu sangue.  Mas não só por nós, mas também para todos aqueles que ainda serão alcançados pelo fruto da sua graça em nós.
Deus vos use.
OS PASSOS DO ARREPENDIMENTO – Estudo No Salmo 51
Por Marcio Gonçalves

“Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor;  por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões.” (v.1).

O Pedido Da Misericórdia É Baseado No Amor De Deus E Não Em Algum Direito De Perdão. (V.1)
O Clamor Pelo Perdão que alcança misericódia Nunca Vem De Um Inocente. Mas Somente De Um Culpado.
Só Recebe Perdão Quem Clama. Só Clama Quem Se Vê Culpado.
Invocar não é exigir. é clamar!

Preste atenção nesta oração de Davi. Com base em quê ele pede misericórdia?
Com natural frequência nossa mente pensa que quem peca tem direito do perdão. Mas a bíblia ensina o contrário. Quem pecou tem direito, mas da condenação.  Pois quando se fala em direito, está se falando em justiça. E perdão não é justiça e sim graça e misericórdia, que é a aplicação da justiça de Deus por meio de Cristo.
O perdão não é declaração de inocência. O inocente não precisa de perdão e sim o culpado. O inocente precisa de justiça. Se alguém é acusado de algum crime terá duas alternativas positivas: Se for inocente receber justiça. Se for culpado receber perdão. Inocentes não precisam de perdão e sim de justiça.
Assim também não pode receber perdão aquele que se vê inocente, mas somente aquele que sabe ser culpado. O inocente nunca clamará por perdão e sim por justiça. Isso é muito sério, pois a palavra do Senhor diz: “Aquele que invocar o nome do Senhor Jesus será salvo” (At.2.21; Rm.10.13).
Invocar o nome de Jesus é recorrer a Ele para receber o escape da condenação. Mas como invocaram o Nome de Jesus aqueles que se acham inocentes? De fato, nunca houve um tempo em que suas almas invocaram este nome que salva e por isso mesmo nunca ainda alcançaram salvação.
Não há salvação para aquele que não invocar, pois este não se acha culpado sob condenação. O clamor desesperado que leva um pecador aos pés da cruz é aquele que vem de uma alma convicta do seu pecado, da sua culpa e da sua justa condenação. Inocentes rejeitam perdão. Eles querem justiça. 
É isso que Jesus ensina nos evangelhos quando que não veio para os sãos, mas para os doentes (Mc.2.17). Ele estava ensinando que os que são sãos não estão em posição – por seu próprio coração endurecido – de Receber perdão.

O Perigo em Fazer Orações Com Base No Direito.
Qualquer oração, petição ou clamor que existe, deve ser feito com base na graça. Mostre-me uma oração feita no Novo testamento com base no direito? Não há. Nós inventamos isso. As respostas das orações dadas por Deus tem como fim ultimo a glória máxima Dele e não nossos desejos.
Alguns alegam que temos direito por que Cristo conquistou este direito. Isso me parece mais uma tentativa de impor Deus na parede para nos dá o que queremos. Como se O Pai fosse o Ser iracundo e o Filho o padroeiro bondoso. É preciso dizer que os direitos não são nossos, mas de Cristo. E a transferência a nós deste direito não é com base no direito e sim na graça.
Orações com base no direito retrata a cena da seguinte forma:
Deus. Eu acho que você não quer me dar. Mas lembre-se de que Cristo conquistou estas coisas para mim. Então eu tenho direito de receber.
Esta postura interior, mesmo não se exteriorizando desta forma arrogante, coloca O Pai e O Filho em conflito um com o outro, como se suas vontades não fossem perfeitamente harmônicas e santas.
Resumindo. Ao orarmos, não importa qual seja a causa, não devemos pedir justiça e sim misericórdia. Deus não está sob a obrigação de nos atender porque Cristo conquistou a herança na cruz, pois as ações de Deus, bem como todo plano da salvação em acordo com o Filho, visam Sua Glória máxima e não nossos caprichos.
A oração tem como papel principal nutrir nosso relacionamento íntimo com Deus. Mas fica claro como este tipo de oração com base no direito não trabalha relacionamento. Apenas contrato.
Será que a demora da resposta a nossas orações não vem de que elas estão carregadas de soberba e orgulho carnal?
Se este for o caso, quero pedir ao Espírito Santo que purifique as nossas orações e as lave nas águas a humildade e da contrição. Não poucas vezes as Escrituras nos mostram a demora da resposta para que através da contrição como fruto da perseverança a resposta enfim chegue.
Mas será que este é o Deus bíblico? Que espera seus filhos se colocarem em um estado de miséria interior para que então possa atendê-los em suas necessidades?
Bom. Embora esta indagação emocional seja fruto do antropocentrismo, precisamos respeitar angustias sincera e não esnobar delas. Mas o respeito e até a empatia pela dor não significa que concordamos com a premissa colocada. Esta indagação vem por que olhamos a humilhação e contrição diante de Deus como negativa e indigna a nós humanos. Mas não é isso que as Escrituras mostram. Antes ela nos ensina que o melhor lugar e a melhor situação em que podemos estar é humilhados aos pés do Senhor. Pois é lá que encontramos descanso, cuidado e alegria real.
Tiago deu esta aula. Ele nos diz que isso é uma “graça maior” (Tg.4.6) Os orgulhosos só recebem oposição de Deus. Mas os humildes, graça. Tiago está nos dizendo como devemos nos aproximar de Deus. Não soberbamente, mas sempre humildemente, pois só assim o encontramos (v.8).  É no coração humilde que Deus habita, mas ao soberbo ele rejeita.

Continua...

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